A sombra horizontal felina
no muro marrom me atraindo
o ano que passa lição ensina
que o tempo vai me consumindo
Abala o ensejo e a novidade
é a tua ausência da cidade
Velocidade é sentir tão clara
lembrança de momentos tão felizes
rever em pensamentos jóias raras
e na pele do presente há cicatrizes
O momento aguardado da viagem
é o afago no abismo da miragem
A cidade sem a luz da tua aura
é noite sem fim não há aurora
um lamento um silêncio que instaura
é o passado invadindo o meu agora
Ah campeã da sensibilidade
sem você não há poesia na cidade
Sem você esta cidade é um jardim
cujo jardineiro tirou férias
e as rosas as hortências os jasmins
deixaram de sorrir ficaram sérias
Mesmo florido um jardim no abandono
é primavera em fantasia de outono
Fui na casa da Tininha ela falou:
e do céu então caía um aguaceiro
- "A Ilse foi-se embora ela mudou
está morando lá no Rio de Janeiro"
Então compreendi naquela hora
a chuva caindo é o céu que chora
Mas eu não nasci para a tristeza
preciso do sorriso pra ir seguindo
disse ao Jefferson James com certeza
para a casa da Vera - vamos subindo
Vou lhe apresentar às tuas primas
preciso me encantar com novas rimas.
>
Dirceu Lindolfo
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Ei Dirceu! Linda a poesia... Sou a Samy do Trocafigurinhas...
ResponderExcluirSe quiser, dá uma passada lá no meu novo blog, tá?
http://www.3geracoesmetendoacolher.blogspot.com
Bj,
Samy.