A praça não passa vontade. Passa os bondes, passa boiada, passarinhos. Os poetas cantando a poesia que não quer calar. A poesia calando nos corações. A música doce do violão atravessando
os canais do sonho, indo além da imaginasom.
Queria ir pra praça toda noite. Viver, colher a poesia nova que nasce na madrugada, regada com o sereno, nos canteiros de acalantos avivantes.
Blake e Vinicius e Cecilia e meus vícios literários que nunca vou deletar da minha mente que é sincera.
Qualquer primavera que me acolha estou dentro de seu momento apropriado e os lados do silêncio são direções, pode olhar à vontade, seguir ou evitar. Só não devo ficar alheio ao som, abandonar a chance de ir e tocar com meus amigos, guerreiros que combatem comigo nessa selva cheia de tigres da ganância com garras afiadas e dentes de progresso duvidoso.
Você está convidado para o próximo som. Tem coragem?