Hoje estou aqui, escrevendo estas linhas. Devo agradecer e aproveitar. Porque passei por momentos delicados e estive para morrer no hospital. Vou contar para vocês o drama que passei uma vez e espero que nunca ocorra com vocês. QUANDO A SAÚDE QUER NOS DEIXAR INFELIZ aí começa a infelicidade aí a angústia nos abençoa. Não tem nada bom.
Há muito tempo que sofria dores de estômago. Quando sentia essas dores parecia que o mundo estava contra mim. Tomava de tudo que ouvia falar que era bom e nada de melhorar. Exame assim de hospital nunca fiz pois tinha medo. Até orações também tentei. Também não virou. Vomitava demais. Quando doía pra valer a última coisa que pensava era em alimentação.
Assim seguia e prosseguia em frente pela vida apesar de tudo. Um dia quase não levantei do chão quando deitei para com a barriga para baixo esperando que aquela dor que me queimava como um vulcão queima a água me abandonasse. Que nada - pensei que ia morrere fui levantando devagarinho e caí no chãocontinua
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A ROSA DO INFINITO
É fácil dar golpes
recebê-los, é um pouco mais difícil
E o amor vai ficando impossível
Se não abrir
não tem porque fechar
O chão dá flores
o cimento tédio
e o remédio é ódio para a doença
A boa crença se apresenta
no silêncio da presença
Quando me assentei
no banco dos réus da memória
minha consciência me deixou ciente,
e, impaciente
me vi paciente do azul
do fogo da lembrança
que fez de mim
o que bem quis
Mas,
uma pétala da rosa do infinito
lambeu minha língua
e a poesia me falou:
"Te amo"
Dirceu Lindolfo - do livro
"O Contemporâneo Atemporal"
recebê-los, é um pouco mais difícil
E o amor vai ficando impossível
Se não abrir
não tem porque fechar
O chão dá flores
o cimento tédio
e o remédio é ódio para a doença
A boa crença se apresenta
no silêncio da presença
Quando me assentei
no banco dos réus da memória
minha consciência me deixou ciente,
e, impaciente
me vi paciente do azul
do fogo da lembrança
que fez de mim
o que bem quis
Mas,
uma pétala da rosa do infinito
lambeu minha língua
e a poesia me falou:
"Te amo"
Dirceu Lindolfo - do livro
"O Contemporâneo Atemporal"
terça-feira, 22 de junho de 2010
INFANTICITY - A AGONIA DAS INFÂNCIAS
Mapeio a infância dos ricos. Com temor vejo-as saindo para as escolas em ônibus que as buscam na porta de casa. Não há caminhada, companhias de amigos, espera na entrada, troca de figurinhas, amarelinha, esconde-esconde ou outras brincadeiras enquanto esperam a primeira aula. Chegam e entram. Podem até esquecer a tarefa do lar, mas jamais o celular, contato de primeiro grau. Nenhum relacionamento com estranhos, novas amizades parece crime. Uma tossinha vai ao hospital fazer uns quinze exames. A mensalidade escolar e o transporte é maior que o salário de mais da metade dos trabalhadores do país. Quando acaba as aulas vão para para suas casas, que parecem presídios de segurança máxima, é quase noite, então jantam, e ligam a tv de plasma ou LCD e pasmam diante de 760 canais, ou se deliciam com as amizades virtuais em seus pcs. Os pais, depois de se escalpelarem no inferno dos trânsitos por 2 ou 3 horas chegam e vêem seus anjinhos dormindo o sono dos justos. Amanhã será outro dia.
Filmo a infância dos pobres. Com pavor fotografo-as saindo de manhã com alguma companhia (muitas vezes um cachorrinho) ou sozinhas empurrando um carrinho e escolhendo no lixo o que sobrou do consumismo para venderem, ou algum resto de alimento para o café da manhã, um agasalho para o frio, um brinquedo quebrado quem sabe. Sonham acordados porque à noite é difícil sonhar na rua com a possibilidade de morrer, de frio ou da maldade comum dos perigos da noite. Seus pais não chegaram, seus pais não voltaram do trabalho, seus pais os fizeram e os entregaram para a vida de presente. Ninguém cuida dessas crianças mas a vuvuzela. BRASIL!
Filmo a infância dos pobres. Com pavor fotografo-as saindo de manhã com alguma companhia (muitas vezes um cachorrinho) ou sozinhas empurrando um carrinho e escolhendo no lixo o que sobrou do consumismo para venderem, ou algum resto de alimento para o café da manhã, um agasalho para o frio, um brinquedo quebrado quem sabe. Sonham acordados porque à noite é difícil sonhar na rua com a possibilidade de morrer, de frio ou da maldade comum dos perigos da noite. Seus pais não chegaram, seus pais não voltaram do trabalho, seus pais os fizeram e os entregaram para a vida de presente. Ninguém cuida dessas crianças mas a vuvuzela. BRASIL!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
DESEJOS DE UM POETA
Eu sonho sei não vou mentir
e ouvi dizer, não lembro quem
que o futuro já está aí
mas o passado quer voltar também
Mas eu quero viver o tempo do enquanto
como a vida no vôo de uma ave
e assim somente vista de um canto
da varanda de um sítio, numa espaçonave
Da noite das estrelas quero um manto
do dia de um sol quero uma frase
da vida quero sempre este encanto
e do Portal do Amor quero a chave
Das famílias da terra quero todos sãos
e das famílias do infinito as bênçãos
Dirceu LINDOLFO
(do livro "Observando as fotos do futuro")
e ouvi dizer, não lembro quem
que o futuro já está aí
mas o passado quer voltar também
Mas eu quero viver o tempo do enquanto
como a vida no vôo de uma ave
e assim somente vista de um canto
da varanda de um sítio, numa espaçonave
Da noite das estrelas quero um manto
do dia de um sol quero uma frase
da vida quero sempre este encanto
e do Portal do Amor quero a chave
Das famílias da terra quero todos sãos
e das famílias do infinito as bênçãos
Dirceu LINDOLFO
(do livro "Observando as fotos do futuro")
sexta-feira, 11 de junho de 2010
PROCURANDO FERRUGENS NO TEMPO
NASCE A manhã como um sorriso
criança olhando avante sem medo
olhar no acontecendo sem aviso
e o tempo dispara sem segredo
E a chuva tempera outro verão
eu que vivo e viajo novamente
não espanto sou trem na estação
os vagões a lembrança dessa gente
Meus ouvidos tão atentos passareiam
pelos campos e montanhas tão mineiras
meus olhares atrevidos incandeiam
entre as aves que avoam tão ligeiras
Estradinhas de chão empoeiradas
morenas tapeçarias, rudes, belas
são caminhos mansos, sossegadas
querem bem quem tá pisando nelas
O vento, a chuva, folhas ao chão
as árvores dançam olhando as nuvens
o café no moinho fazendo canção
no tempo novinho não acho ferrugens.
Dirceu Lindolfo
criança olhando avante sem medo
olhar no acontecendo sem aviso
e o tempo dispara sem segredo
E a chuva tempera outro verão
eu que vivo e viajo novamente
não espanto sou trem na estação
os vagões a lembrança dessa gente
Meus ouvidos tão atentos passareiam
pelos campos e montanhas tão mineiras
meus olhares atrevidos incandeiam
entre as aves que avoam tão ligeiras
Estradinhas de chão empoeiradas
morenas tapeçarias, rudes, belas
são caminhos mansos, sossegadas
querem bem quem tá pisando nelas
O vento, a chuva, folhas ao chão
as árvores dançam olhando as nuvens
o café no moinho fazendo canção
no tempo novinho não acho ferrugens.
Dirceu Lindolfo
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