terça-feira, 29 de dezembro de 2009

UM CONTO DE NATAL

Amanheceu outro NATAL.
Depois do campinho de casa começa a mata. Fomos dar um passeio. Estava ali no campinho e Seu Juca com seu neto iam indo caminhar rumo à tapera. Me chamaram e topei, mesmo de short e camiseta (aqui vai a primeira dica - nunca vá passear na mata vestido assim, me senti como um panetone na ceia dos mosquitos - seu Juca diz que é uma limpeza que os mosquitos fazem no sangue da pessoa - uma renovação) e sandália havaiana. Mas decidimos passar na água primeiro e fomos descendo, ouvindo os sons de tangarás e outros pássaros - o tangará tem o senso de desviar o som de seu canto em direções que ele não se encontra, enganando o ouvinte quanto a sua localização.
É deslumbrante a vista de dentro da mata, tantas árvores e particularidades de cipós, flores, tanta coisa - apreciamos uma folhagem que os insetos comem e deixam nas folhas umas caligrafias com detalhes de uma diagramação que uma pessoa não faria. O neto de seu Juca coletava tudo, folhas, pedaços de sassafrás, pequenas pedrinhas que só as crianças veêm graça e andando e andando chegamos na água. Bebemos água e comemos maçãs. Fizemos um caminho entre trilha e trechos naturais, onde tentando me desviar de um espinho segurei em outro maior ainda (segunda dica - cuidado sempre, veja o que segura e onde pisa).
Nesse posto então decidimos não ir à tapera e fizemos o caminho que vai no taquaral (a taquara é uma espécie de bambu usado para fazer cestos) - até lá paramos para tirar umas tiras de imbirussu - quando chegamos comemos broto de taquara e combinamos na volta voltarmos outro dia ao taquaral e fazer uns cestos e já levar os cestos prontos - você está convidado a ir com a gente (contatos dlindolfo@hotmail.com).
A natureza apresenta ao homem a sua maravilhosa composição. Fomos como os Três Reis Magos apresentar à natureza nosso presente que foi este pequeno vôo de reconhecimento e aproveito para agradecê-la pelo acolhimento. Vou voltar. Vamos!
Dirceu LINDOLFO

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